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       Seis mil pessoas/dia vão visitar pavilhão de Angola na Expo         

       NATACHA ROBERTO

Angola vai acolher seis mil turistas por dia, num pavilhão único na Expo-Zaragoza 2008, que decorre entre 14 de Junho e 14 de Setembro, na Espanha sobre o tema “Água e desenvolvimento sustentável”. A informação é do director de comunicação do Pavilhão de Angola, Carlos Garcia, quando falava aos jornalistas sobre a funcionalidade do pavilhão na Expo-Zaragoza 2008. A possibilidade de receber seis mil turistas oriundos de vários países surge em função da extensão do pavilhão avaliada em 283 metros quadrados.

A apresentação do pavilhão de Angola vai compreender sete momentos. O primeiro equivale à floresta do Maiombe (Cabinda), onde os participantes “percorrem” a floresta húmida com a presença do guardião da selva (os bakama).

No segundo momento (a savana), de turistas apreciam a aldeia de uma região do Bengo, enquadrados no universo rural, envolvendo pelo “modus vivendi” as populações autóctones como forma do uso da água para agricultura e pesca.

A organização do pavilhão cria condições para que os apreciadores do terceiro momento, a Anhara, onde sejam levados de forma fictícia à planície arenosa, de vegetação rasteira no Bié, para conhecerem o artesanato. Ainda neste momento, são accionados os moinhos hidráulicos movidos pela água, sendo uma forma interessante de expor a cultura angolana.

No quarto momento, o Oásis, que é a transição do mundo rural ao industrializado, os turistas fazem um percurso pela diversidade ecológica e o Ecoturismo associado à água. Um dos exemplos é a Lagoa do Arco (Namibe), fruto de água subterrânea.

O universo da indústria vai ser apreciado em todo o seu contexto, no quinto momento sob o tema “as Quedas de água/barragens”, onde se apresentam os projectos de industrialização que interferem na energia hidroeléctrica e na agro-indústria associada à irrigação.

O pavilhão angolano aponta o Deserto como o sexto momento em que se destaca a abundância e a ausência de água, a desertificação, o controlo no Tômbwa e como as populações autóctones conduzem a situação. Na sétima circunstância da exposição, “ A foz e o mar, os turistas percorrem através dos sistemas tecnológicos, o rio Cunene que faz fronteira com a Namíbia.

Na feira internacional de Zaragoza, é exposto ao público o sector produtivo, onde a Sonangol e a Endiama comprometem-se em demonstrar a exploração petrolífera e diamantífera em Angola. A exposição de Angola decorre sobre a bacia hidrográfica fictícia, o uso dos recursos hídricos, mitos e desenvolvimento sustentável das populações locais.

A sessão inaugural prevista para o dia 13 de Junho abre ao público no dia 14 do mesmo mês. Para a apresentação do país, músicos, escritores e artistas plásticos fazem parte da delegação.

Artigo retirado do seguinte link: http://www.jornaldeangola.com/artigo.php?ID=84085